segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Coordenadora da Riaipe Unisul integra livro “Pesquisas em Educação”



A professora doutora Maria da Graça Nóbrega Bollmann, coordenadora da equipe Riaipe Unisul, contribuiu com o livro “Pesquisas em Educação: inquietações e desafios”, de Elsa Maria Pessoa Pullin e Neusi Aparecida Navas Berbel. Lançada no mês de julho, a obra foi organizada a partir da produção científica de docentes pesquisadores que fazem parte do Fórum Sul de Coordenadores de Programas de Pós-Graduação em Educação.

São 28 autores, de universidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. De acordo com Bollmann, “o livro busca influenciar as políticas educativas nos seus diferentes níveis e modalidades, agregando diversos autores da área social seja no debate, na análise, na crítica, na proposição e articulação de ideias”.

Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Unisul, Maria da Graça Nóbrega Bollmann apresenta o artigo “Formação docente, ética profissional e compromisso social”.  O texto reflete sobre a necessidade de uma formação consistente e teórica que, aliada a condições de trabalho docente, pode contribuir para uma educação de qualidade social.

“O objetivo é contribuir com a socialização de propostas que tratam da formação de profissionais da educação, e que possibilite comportamentos fundados na ética. Isso significa, recorrendo a Vázquez, que normas, princípios e valores sejam acatados livre e conscientemente, por uma convicção íntima e não de uma maneira mecânica”, comenta Bollmann.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Inscrições abertas para o XII Colóquio Internacional sobre Gestão Universitária



Estão abertas as inscrições para o XII Colóquio Internacional sobre Gestão Universitária nas Américas. A atividade acontece na Universidade Veracruzana, em Veracruz, no México, nos dias 14, 15 e 16/11. 

Organizado pelo Instituto de Pesquisas e Estudos em Administração Universitária (INPEAU), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o encontro terá como tema central Gestão da Internacionalização, da Cooperação e da Cultura na Educação Superior. 

Para participar, os interessados devem submeter artigos até o dia 30/9, pelo e-mail 12coloquio@gmail.com. Mais detalhes no site do XII Colóquio.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Mestrandas apresentam pesquisa sobre alfabetização


As mestrandas do Programa de Pós-Graduação em Educação da Unisul (PPGE) Mara Luciane da Silva Furghestti, Maria Terêsa Cabral Greco e Rosinete Costa Fernandes Cardoso apresentaram pesquisa sobre alfabetização com letramento focada em crianças de seis anos no IX ANPED SUL. O objetivo do trabalho das pesquisadoras é discutir quais são os impactos da implantação de uma nova classe para os professores e para as crianças.


Uma Lei Federal de 2006 determinou que o ensino fundamental passasse a ser de nove anos, acrescentando uma série inicial. É essa classe que serve de instrumento de pesquisa às mestrandas. O trabalho foi apresentado na Universidade de Caxias do Sul/RS, que sediou a edição deste ano do seminário ANPED SUL. O evento acontece a cada dois anos e reúne pesquisadores e profissionais da educação da região sul do Brasil.

Para a mestranda Rosinete Costa Fernandes Cardoso, um dos impactos negativos da mudança nas escolas recaiu sobre o trabalho dos professores. “As escolas não estavam preparadas para receber essa nova série. Da mesma maneira, os professores também não”, argumenta Rosinete. “Estamos percebendo que a qualidade da aprendizagem ainda está muito precária. Isso precisa melhorar”, complementa a pesquisadora Mara Luciane da Silva Furghestti.

O trabalho, no entanto, também revela pontos positivos. “Agora, todas as crianças de seis anos estão na escola, porque é lei”, observa Rosinete. Ela defende ainda que, quanto mais cedo aluno começa a ser alfabetizado, maiores são as suas chances de progresso.

A pesquisa é orientada pela professora doutora do PPGE Leonete Luzia Schmidt. Para ela, a lei também é importante no sentido de fazer com que todas as crianças, sem distinção de classe social, sejam alfabetizadas mais cedo. “Antes, o ingresso da criança de seis anos na escola dependia das creches, onde o acesso muito vezes é restrito, de modo que as crianças de classes sociais mais baixas ficavam de fora”, argumenta.

Leonete ressalta, ainda, que a participação em eventos como o ANPED SUL é importante para as mestrandas. “Elas saem de um espaço local, conhecem outros trabalhos e outros pesquisadores, e isso contribui para a compreensão da realidade da educação brasileira”, analisa. Mara e Rosinete concordam e afirmam que o debate e a troca de experiências no seminário foram muito relevantes. “Percebemos que estamos no caminho certo, que os nossos trabalhos vão ao encontro das pesquisas feitas em todo o país”, pontua Rosinete.

O trabalho das mestrandas é vinculado ao ‘Observatório da Educação’, projeto de pesquisas voltadas à alfabetização e letramento, do PPGE. Outros 14 pesquisadores do PPGE viajaram à Caxias do Sul para participar do seminário, que aconteceu de 29/7 a 1/8. Doze deles apresentaram trabalhos.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Mestrandos da Unisul participam de seminário no RS


Dezessete mestrandos do Programa de Pós-graduação emEducação da Unisul viajam no próximo domingo, 29/7, para Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Eles vão acompanhados da coordenadora do programa, professora Maria da Graça Nóbrega Bolmann, e de mais cinco professores para participar da IX ANPED SUL.

O evento acontece a cada dois anos e reúne pesquisadores e profissionais da educação da região sul do Brasil. Neste ano, a Universidade de Caxias do Sul sedia o seminário, que vai tratar do tema “A pós-graduação e suas interlocuções com a educação básica”, de 29/7 a 1/8.

Dos 17 mestrandos que participam do encontro, 12 vão apresentar trabalhos produzidos no Programa de Pós-graduação em Educação da Unisul. De acordo com a professora Maria da Graça Nóbrega Bolmann, a ANPED SUL vai promover diferentes atividades, todas elas voltadas à qualificação dos programas do sul do país e ao aprofundamento e conhecimento da produção científica realizada pelas instituições de ensino participantes.

“Este evento dá visibilidade à Unisul e, em especial, ao nosso Programa”, destaca Bolmann. Ainda segundo a coordenadora, é uma boa oportunidade para que os mestrandos qualifiquem suas formações, a partir da troca de experiências com outros pesquisadores.

A participação dos mestrandos no seminário tem o apoio do Observatório da Educação, da Capes, do qual faz parte o projeto Alfabetização e Letramento, coordenado pela professora do Programa de Pós-graduação em Educação da Unisul Leonete Luzia Schmidt.

No mesmo encontro, será lançada a coletânea “Pesquisas em Educação: Inquietações e Desafios”, com a qual a professora Maria da Graça Nóbrega Bolmann contribui com artigo.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Pesquisadora estuda ensino superior brasileiro

A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Unisul, a professora doutora Maria da Graça Nóbrega Bollmann, viajou a Cuba para participar da reunião regional do Programa Marco Interuniversitário para a Equidade e a Coesão Social nas Instituições de Ensino Superior (Riaipe3), na Universidade de Havana. No encontro, ela apresentou um perfil da educação superior brasileira, com aspectos históricos e dados de pesquisas recentes. Ela foi acompanhada do mestrando Eddy Ervin Eltermann, também professor da Unisul.

Os trabalhos foram liderados pelo grupo da Unisul coordenado por Bollmann e revelaram que a educação superior brasileira possui um elevado percentual de faculdades, que correspondem a 84,96% do ensino. As universidades representam apenas 8,03%. Os dados são do MEC/INEP, de 2010. Para a professora da Unisul, o número preocupa. “O ensino superior brasileiro, nesse aspecto, ainda está longe de se sustentar na pesquisa e, por isso, de formar os profissionais que o Brasil precisa para vencer suas demandas científicas e tecnológicas”, analisa.

A professora explica que isso acontece em virtude de uma diferença básica entre universidades e faculdades: nas primeiras, a pesquisa é elemento imprescindível. “Assim, o conhecimento produzido pelas universidades é muito mais consistente, pelo simples fato de que se fundamenta em pesquisa científica”. Ela defende que o país precisa “aumentar o número de doutores”, de modo a formar profissionais capazes de resolver os problemas dos novos tempos e melhorar a qualidade de vida da população.

O caminho para isso, ainda de acordo com Bollmann, é aumentar o número de universidades e de investimentos. No Brasil, a verba destinada à educação representa 5% do PIB nacional. Dessa parcela, o ensino superior recebe menos de 1%. Em contrapartida, a professora reconhece que as políticas públicas dos últimos anos dão margem a expectativas otimistas. “O PNE recentemente aprovado no Congresso Nacional prevê a utilização de 10% do PIB na educação. Desde 2002, as políticas do poder público têm ampliado esse número”.

Debate na Universidade de Havana, em Cuba
Já os programas implantados pelo governo federal para o ensino superior, como o Prouni, as cotas e o Enem, são observados com cautela pela pesquisadora. “São medidas positivas que atenuam o problema, mas não o resolvem”, acredita. Ela comenta que o acesso ao ensino superior ainda é muito pequeno. “Em 2010, o Brasil tinha 23 milhões de jovens, com idades entre 18 e 24 anos. Destes, pouco mais de 6 milhões estavam matriculados em algum curso superior”, revela.

Mas o encontro em Cuba mostrou também que o Brasil não está sozinho. “A hegemonia das faculdades acontece em praticamente toda a América Latina”, conta Bollmann, depois de trocar experiências com pesquisadores de todo o mundo. Ainda de acordo com ela, embora com um número pequeno, as pesquisas brasileiras são reconhecidas. “A produção de material científico no Brasil é pequena, no entanto de excelente qualidade. Quanto a isso, não restam dúvidas”.

Um dos próximos trabalhos dos brasileiros da Riape3 é o estudo de acesso e permanência, incluindo as universidades comunitárias do país. “Tenho percebido, pelo menos em SC, que a administração dessas universidades vem se dedicando e inovando no que se refere à ampliação da pesquisa e da pós-graduação”, analisa Bollmann.

20 anos em Cuba
Sobre a experiência na ilha caribenha, a pesquisadora se surpreendeu com a qualidade do evento de pesquisa e com a recepção na Universidade de Havana, que reuniu os participantes da Riaipe3 de diferentes países. Os carros circulando pelas ruas também chamaram a atenção da professora da Unisul. “Diferente dos anos 90 e 2000, quando as pessoas andavam apenas de bicicletas, vi muitos carros antigos”, conta.

Registro de Bollmann, em maio deste ano
A partir das experiências anteriores, Bollmann acredita que a população cubana melhorou um pouco seu estilo de vida. “Na primeira vez que fui a Cuba, em 1992, o país vivia o auge do bloqueio econômico imposto pelos EUA e a recém retirada do apoio russo. Esses fatores levaram as indústrias a paralisarem totalmente, por conta da ausência de combustível”, recorda.

De lá para cá, a professora Maria da Graça Nóbrega Bollman viajou 12 vezes ao país. “Uma coisa sempre me chamou a atenção: a força do povo cubano. Eu os admiro muito pela coragem ao enfrentar todos os colapsos sofridos”, ressalta. Para ela, esse sacrifício parece estar sendo recompensando, com melhores condições de educação e saúde. “Vi gente nas ruas, indo a bares, cinemas e teatros. Cuba está movimentada”, observa.

A Riaipe3
A Riaipe3 é uma rede que reúne pesquisadores de 20 países, da América Latina, América Central e União Europeia. O objetivo, em linhas gerais, é promover estudos sobre a educação superior e projetar ações para torná-la mais justa. São membros da Rede, além da Unisul, outras duas universidades brasileiras: a Universidade 9 de Julho (Uninove), de São Paulo, e a Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Além de Bollmann e Eltermann, também são membros do projeto na Unisul os professores doutores do Programa de Pós-Graduação em Educação Letícia Carneiro Aguiar e Christian Muleka Mwewa, e os mestrandos Ricardo Teixeira Canarin e Estefânia Tumenas Mello.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

V Educs: ensino de Literatura Africana combate estereótipos

“É impossível falar do ser humano baseado na homogeneidade e na pureza”, disse o professor doutor Jorge Valentim, após ler um texto do escritor moçambicano Mia Couto sobre a diversidade da cultura africana. Foi dessa maneira que ele começou os trabalhos da segunda mesa de discussões da quinta edição do Seminário Educs. A atividade se propôs a discutir o tema “Literaturas e educação: possíveis diálogos”, e aconteceu na noite desta quarta-feira (30/5) no Salão Nobre da Unisul campus Tubarão.

Para o professor Jorge Valentim, os estudos das literaturas africanas possibilitam uma visão ampla e independente da cultura daquele povo. “Quando você lê um autor africano, você está ouvindo a voz dele, independente, autônoma. Ali, o negro aparece como protagonista”, observou. De acordo com ele, fazer com que os estudantes tenham acesso a essa literatura “corrige uma série de armadilhas da História”.

Dessa maneira, questões como racismo e diversidade étnica e cultural são tratadas com mais profundidade, sob a ótica de quem as vivenciou. “Estudamos literatura brasileira e europeia, escrita na maioria das vezes por homens brancos e burgueses. Precisamos ouvir o outro lado”, defendeu Valentim.

Ainda segundo ele, desde a aprovação da Lei Federal 10.369/03 - que estabelece como obrigatório o ensino das literaturas africanas nas escolas brasileiras - o processo de inclusão tem avançado, entretanto é necessário formar profissionais aptos a trabalharem o tema nas salas de aula. “E é importante destacar que são Literaturas Africanas. No plural. Porque a África não é um país. É um continente”, completou.

Doutor em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Jorge Valentim atualmente é professor da disciplina Literaturas Africanas na Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), em São Paulo. A atividade também teve a participação da professora doutora Susana de Oliveira, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

terça-feira, 29 de maio de 2012

Educs 2012 destaca Literaturas Africanas


O V Seminário de Educação, Cultura e Sociedade (Educs) começa nesta quarta-feira (30/5) com a temática “Literaturas Africanas, Gênero e Cidadania”. A programação conta com palestras, mesas e comunicações, e se estende até quinta-feira (31/5), com atividades das 8 às 21 horas no Bloco Sede da Unisul campus Tubarão. O evento é organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Unisul (PPGE) em parceria com o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação e Sociedade Contemporânea, da UFSC, e reúne especialistas de instituições de ensino nacionais e internacionais.

De acordo com uma das organizadoras do Seminário, professora Tânia Cruz, o enfoque nesta edição é a literatura africana. Através desse recorte, os pesquisadores vão apresentar seus trabalhos e associá-los às outras temáticas, gênero e cidadania. Para o coordenador do evento, professor Christian M. Mwewa, a opção pelo assunto se deu a fim de inserir as pesquisas da Unisul num contexto nacional. “Esse tema vai ao encontro das discussões feitas recentemente no Brasil”, justifica.

Ainda segundo Mwewa, o Educs visa realizar discussões aprofundadas sobre diferentes linhas de pesquisas em educação. Dessa forma, a atividade promove um exercício de debate entre pesquisadores. “É um espaço para a troca de conhecimentos entre pesquisadores de diferentes níveis”, completa a professora Tânia. Ela destaca, ainda, a presença da professora doutora e socióloga Miriam Grossi, da UFSC, que vai participar da mesa "Corpo, educação e gênero: múltiplos olhares". Miriam Grossi tem pós-doutorado no Laboratoire d´Anthropologie Sociale do Collège de France (1996/1998) e é especialista em relações de gênero.

O V Educs é patrocinado pelo Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). As atividades do Seminário devem resultar numa edição especial da Poiésis, revista científica do PPGE, reunindo os melhores trabalhos apresentados. O evento tem como público alvo pesquisadores dos programas de mestrado e pós-graduação da Unisul e também alunos dos cursos de licenciatura. A programação completa pode ser conferida aqui.