sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Pesquisadores participam da ANPEd Nacional


Professores e mestrandos da Unisul participam entre os dias 21 e 24/10 do 35º encontro da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd). Neste ano, o evento tem como tema central “Educação, cultura, pesquisa e projetos de desenvolvimento: o Brasil do século XXI”, e acontece no Centro de Convenções do Hotel Armação, em Porto de Galinhas/PE.

Viajam a Pernambuco as professoras Leonete Luzia Schmidt, Joana Célia dos Passos e Fátima Elizabeti Marcomin, todas elas do Programa de Pós-Graduação em Educação da Unisul (PPGE). Além da coordenadora do PPGE e do projeto Riaipe Unisul, professora Maria da Graça Nóbrega Bollmann, e da coordenadora do curso de Pedagogia da Unisul, professora Marileia Mendes Goulart. As mestrandas Mara Luciane da Silva Furghestii e Rosinete Costa Fernandes Cardoso, ambas do PPGE, também participam do encontro.

A reunião da ANPEd engloba 23 grupos de trabalho. A professora Leonete Luzia Schmidt vai integrar os grupos de “Alfabetização, leitura e escrita” e “História da educação”. Ela integra, ainda, ao lado das mestrandas Luciane e Rosinete, o projeto Observatório da Educação. “É muito importante que a Universidade participe deste encontro, pois lá vamos poder acompanhar o que de mais atual está sendo discutido na área da educação”, diz Leonete.

Ainda de acordo com ela, além de assistir, os participantes têm a oportunidade de estabelecer relações com outros pesquisadores. “Para as nossas alunas do PPGE, essa participação é fundamental. A gente percebe a diferença nos pesquisadores que participam desses encontros. Eles voltam diferentes”, analisa.

domingo, 14 de outubro de 2012

Doutora faz intercâmbio sobre educação na França


A coordenadora da Riaipe Unisul, professora doutora Maria da Graça Nóbrega Bollmann, participou de um seminário de intercâmbio entre pesquisadores do Programa Marco Universitário para a Equidade e a Coesão Social nas Instituições de Ensino Superior (Riaipe3), na Université Lumière, campus Lyon 2, na França. O evento aconteceu no dia 27/9.

Convidada a falar sobre os fatores de vulnerabilidade na educação superior do Brasil, a professora doutora se apresentou a um grupo restrito de pesquisadores, doutorandos e mestrandos dos cursos de educação da Universidade de Lyon. No encontro, havia representantes de diferentes países. A coordenação do evento foi dos professores doutores Jean-Claude Regnier e Nadja Regnie.

Para a pesquisadora, a participação no seminário foi uma boa oportunidade de rever os colegas da Riaipe3 e discutir questões importantes sobre o ensino superior brasileiro. “Apresentei dados a partir de análises fundamentadas teoricamente. Para mim, foi muito importante porque eu estava dando uma aula que vai servir ao conhecimento e à formação dos pesquisadores. A recepção foi muito positiva. Os participantes de mostraram bastante interessados”, avalia Bollmann.

Ainda de acordo com ela, os temas discutidos mostraram semelhanças e diferenças entre universidades de países distintos. “Esse diálogo é muito proveitoso. Embora houvesse representantes de instituições de ensino de todo o mundo, ficou evidente que todas elas preservam a mesma essência: remeter o cotidiano à cientificidade, à teoria e à invenção, definindo um saber universitário sustentado no pensamento autônomo” diz.
 
Na mesma oportunidade, também foi realizada uma reunião que tratou de detalhes de uma edição especial da revista científica Poiésis, do curso de Pós-Graduação em Educação da Unisul. O próximo número está sendo produzido sob a responsabilidade dos pesquisadores da Universidade de Lyon e deve ser lançado até o final de 2012. “Foi uma parceria mediada pela Riaipe3”, explica Bollmann.

Além disso, a professora doutora também apresentou as pesquisas que os membros da equipe Riaipe Unisul estão realizando sobre o tema educação superior, voltadas à equidade, acesso e permanência.

Outro trabalho que envolve os pesquisadores da Unisul e da Universidade de Lyon é a elaboração de um vocabulário do ensino superior. A publicação conta com o trabalho de 24 equipes da Riaipe, e vai apresentar verbetes sobre 33 temas relacionados à educação nas universidades. O dicionário deve ser lançado em 2013.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Coordenadora da Riaipe Unisul integra livro “Pesquisas em Educação”



A professora doutora Maria da Graça Nóbrega Bollmann, coordenadora da equipe Riaipe Unisul, contribuiu com o livro “Pesquisas em Educação: inquietações e desafios”, de Elsa Maria Pessoa Pullin e Neusi Aparecida Navas Berbel. Lançada no mês de julho, a obra foi organizada a partir da produção científica de docentes pesquisadores que fazem parte do Fórum Sul de Coordenadores de Programas de Pós-Graduação em Educação.

São 28 autores, de universidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. De acordo com Bollmann, “o livro busca influenciar as políticas educativas nos seus diferentes níveis e modalidades, agregando diversos autores da área social seja no debate, na análise, na crítica, na proposição e articulação de ideias”.

Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Unisul, Maria da Graça Nóbrega Bollmann apresenta o artigo “Formação docente, ética profissional e compromisso social”.  O texto reflete sobre a necessidade de uma formação consistente e teórica que, aliada a condições de trabalho docente, pode contribuir para uma educação de qualidade social.

“O objetivo é contribuir com a socialização de propostas que tratam da formação de profissionais da educação, e que possibilite comportamentos fundados na ética. Isso significa, recorrendo a Vázquez, que normas, princípios e valores sejam acatados livre e conscientemente, por uma convicção íntima e não de uma maneira mecânica”, comenta Bollmann.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Inscrições abertas para o XII Colóquio Internacional sobre Gestão Universitária



Estão abertas as inscrições para o XII Colóquio Internacional sobre Gestão Universitária nas Américas. A atividade acontece na Universidade Veracruzana, em Veracruz, no México, nos dias 14, 15 e 16/11. 

Organizado pelo Instituto de Pesquisas e Estudos em Administração Universitária (INPEAU), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o encontro terá como tema central Gestão da Internacionalização, da Cooperação e da Cultura na Educação Superior. 

Para participar, os interessados devem submeter artigos até o dia 30/9, pelo e-mail 12coloquio@gmail.com. Mais detalhes no site do XII Colóquio.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Mestrandas apresentam pesquisa sobre alfabetização


As mestrandas do Programa de Pós-Graduação em Educação da Unisul (PPGE) Mara Luciane da Silva Furghestti, Maria Terêsa Cabral Greco e Rosinete Costa Fernandes Cardoso apresentaram pesquisa sobre alfabetização com letramento focada em crianças de seis anos no IX ANPED SUL. O objetivo do trabalho das pesquisadoras é discutir quais são os impactos da implantação de uma nova classe para os professores e para as crianças.


Uma Lei Federal de 2006 determinou que o ensino fundamental passasse a ser de nove anos, acrescentando uma série inicial. É essa classe que serve de instrumento de pesquisa às mestrandas. O trabalho foi apresentado na Universidade de Caxias do Sul/RS, que sediou a edição deste ano do seminário ANPED SUL. O evento acontece a cada dois anos e reúne pesquisadores e profissionais da educação da região sul do Brasil.

Para a mestranda Rosinete Costa Fernandes Cardoso, um dos impactos negativos da mudança nas escolas recaiu sobre o trabalho dos professores. “As escolas não estavam preparadas para receber essa nova série. Da mesma maneira, os professores também não”, argumenta Rosinete. “Estamos percebendo que a qualidade da aprendizagem ainda está muito precária. Isso precisa melhorar”, complementa a pesquisadora Mara Luciane da Silva Furghestti.

O trabalho, no entanto, também revela pontos positivos. “Agora, todas as crianças de seis anos estão na escola, porque é lei”, observa Rosinete. Ela defende ainda que, quanto mais cedo aluno começa a ser alfabetizado, maiores são as suas chances de progresso.

A pesquisa é orientada pela professora doutora do PPGE Leonete Luzia Schmidt. Para ela, a lei também é importante no sentido de fazer com que todas as crianças, sem distinção de classe social, sejam alfabetizadas mais cedo. “Antes, o ingresso da criança de seis anos na escola dependia das creches, onde o acesso muito vezes é restrito, de modo que as crianças de classes sociais mais baixas ficavam de fora”, argumenta.

Leonete ressalta, ainda, que a participação em eventos como o ANPED SUL é importante para as mestrandas. “Elas saem de um espaço local, conhecem outros trabalhos e outros pesquisadores, e isso contribui para a compreensão da realidade da educação brasileira”, analisa. Mara e Rosinete concordam e afirmam que o debate e a troca de experiências no seminário foram muito relevantes. “Percebemos que estamos no caminho certo, que os nossos trabalhos vão ao encontro das pesquisas feitas em todo o país”, pontua Rosinete.

O trabalho das mestrandas é vinculado ao ‘Observatório da Educação’, projeto de pesquisas voltadas à alfabetização e letramento, do PPGE. Outros 14 pesquisadores do PPGE viajaram à Caxias do Sul para participar do seminário, que aconteceu de 29/7 a 1/8. Doze deles apresentaram trabalhos.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Mestrandos da Unisul participam de seminário no RS


Dezessete mestrandos do Programa de Pós-graduação emEducação da Unisul viajam no próximo domingo, 29/7, para Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Eles vão acompanhados da coordenadora do programa, professora Maria da Graça Nóbrega Bolmann, e de mais cinco professores para participar da IX ANPED SUL.

O evento acontece a cada dois anos e reúne pesquisadores e profissionais da educação da região sul do Brasil. Neste ano, a Universidade de Caxias do Sul sedia o seminário, que vai tratar do tema “A pós-graduação e suas interlocuções com a educação básica”, de 29/7 a 1/8.

Dos 17 mestrandos que participam do encontro, 12 vão apresentar trabalhos produzidos no Programa de Pós-graduação em Educação da Unisul. De acordo com a professora Maria da Graça Nóbrega Bolmann, a ANPED SUL vai promover diferentes atividades, todas elas voltadas à qualificação dos programas do sul do país e ao aprofundamento e conhecimento da produção científica realizada pelas instituições de ensino participantes.

“Este evento dá visibilidade à Unisul e, em especial, ao nosso Programa”, destaca Bolmann. Ainda segundo a coordenadora, é uma boa oportunidade para que os mestrandos qualifiquem suas formações, a partir da troca de experiências com outros pesquisadores.

A participação dos mestrandos no seminário tem o apoio do Observatório da Educação, da Capes, do qual faz parte o projeto Alfabetização e Letramento, coordenado pela professora do Programa de Pós-graduação em Educação da Unisul Leonete Luzia Schmidt.

No mesmo encontro, será lançada a coletânea “Pesquisas em Educação: Inquietações e Desafios”, com a qual a professora Maria da Graça Nóbrega Bolmann contribui com artigo.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Pesquisadora estuda ensino superior brasileiro

A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Unisul, a professora doutora Maria da Graça Nóbrega Bollmann, viajou a Cuba para participar da reunião regional do Programa Marco Interuniversitário para a Equidade e a Coesão Social nas Instituições de Ensino Superior (Riaipe3), na Universidade de Havana. No encontro, ela apresentou um perfil da educação superior brasileira, com aspectos históricos e dados de pesquisas recentes. Ela foi acompanhada do mestrando Eddy Ervin Eltermann, também professor da Unisul.

Os trabalhos foram liderados pelo grupo da Unisul coordenado por Bollmann e revelaram que a educação superior brasileira possui um elevado percentual de faculdades, que correspondem a 84,96% do ensino. As universidades representam apenas 8,03%. Os dados são do MEC/INEP, de 2010. Para a professora da Unisul, o número preocupa. “O ensino superior brasileiro, nesse aspecto, ainda está longe de se sustentar na pesquisa e, por isso, de formar os profissionais que o Brasil precisa para vencer suas demandas científicas e tecnológicas”, analisa.

A professora explica que isso acontece em virtude de uma diferença básica entre universidades e faculdades: nas primeiras, a pesquisa é elemento imprescindível. “Assim, o conhecimento produzido pelas universidades é muito mais consistente, pelo simples fato de que se fundamenta em pesquisa científica”. Ela defende que o país precisa “aumentar o número de doutores”, de modo a formar profissionais capazes de resolver os problemas dos novos tempos e melhorar a qualidade de vida da população.

O caminho para isso, ainda de acordo com Bollmann, é aumentar o número de universidades e de investimentos. No Brasil, a verba destinada à educação representa 5% do PIB nacional. Dessa parcela, o ensino superior recebe menos de 1%. Em contrapartida, a professora reconhece que as políticas públicas dos últimos anos dão margem a expectativas otimistas. “O PNE recentemente aprovado no Congresso Nacional prevê a utilização de 10% do PIB na educação. Desde 2002, as políticas do poder público têm ampliado esse número”.

Debate na Universidade de Havana, em Cuba
Já os programas implantados pelo governo federal para o ensino superior, como o Prouni, as cotas e o Enem, são observados com cautela pela pesquisadora. “São medidas positivas que atenuam o problema, mas não o resolvem”, acredita. Ela comenta que o acesso ao ensino superior ainda é muito pequeno. “Em 2010, o Brasil tinha 23 milhões de jovens, com idades entre 18 e 24 anos. Destes, pouco mais de 6 milhões estavam matriculados em algum curso superior”, revela.

Mas o encontro em Cuba mostrou também que o Brasil não está sozinho. “A hegemonia das faculdades acontece em praticamente toda a América Latina”, conta Bollmann, depois de trocar experiências com pesquisadores de todo o mundo. Ainda de acordo com ela, embora com um número pequeno, as pesquisas brasileiras são reconhecidas. “A produção de material científico no Brasil é pequena, no entanto de excelente qualidade. Quanto a isso, não restam dúvidas”.

Um dos próximos trabalhos dos brasileiros da Riape3 é o estudo de acesso e permanência, incluindo as universidades comunitárias do país. “Tenho percebido, pelo menos em SC, que a administração dessas universidades vem se dedicando e inovando no que se refere à ampliação da pesquisa e da pós-graduação”, analisa Bollmann.

20 anos em Cuba
Sobre a experiência na ilha caribenha, a pesquisadora se surpreendeu com a qualidade do evento de pesquisa e com a recepção na Universidade de Havana, que reuniu os participantes da Riaipe3 de diferentes países. Os carros circulando pelas ruas também chamaram a atenção da professora da Unisul. “Diferente dos anos 90 e 2000, quando as pessoas andavam apenas de bicicletas, vi muitos carros antigos”, conta.

Registro de Bollmann, em maio deste ano
A partir das experiências anteriores, Bollmann acredita que a população cubana melhorou um pouco seu estilo de vida. “Na primeira vez que fui a Cuba, em 1992, o país vivia o auge do bloqueio econômico imposto pelos EUA e a recém retirada do apoio russo. Esses fatores levaram as indústrias a paralisarem totalmente, por conta da ausência de combustível”, recorda.

De lá para cá, a professora Maria da Graça Nóbrega Bollman viajou 12 vezes ao país. “Uma coisa sempre me chamou a atenção: a força do povo cubano. Eu os admiro muito pela coragem ao enfrentar todos os colapsos sofridos”, ressalta. Para ela, esse sacrifício parece estar sendo recompensando, com melhores condições de educação e saúde. “Vi gente nas ruas, indo a bares, cinemas e teatros. Cuba está movimentada”, observa.

A Riaipe3
A Riaipe3 é uma rede que reúne pesquisadores de 20 países, da América Latina, América Central e União Europeia. O objetivo, em linhas gerais, é promover estudos sobre a educação superior e projetar ações para torná-la mais justa. São membros da Rede, além da Unisul, outras duas universidades brasileiras: a Universidade 9 de Julho (Uninove), de São Paulo, e a Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Além de Bollmann e Eltermann, também são membros do projeto na Unisul os professores doutores do Programa de Pós-Graduação em Educação Letícia Carneiro Aguiar e Christian Muleka Mwewa, e os mestrandos Ricardo Teixeira Canarin e Estefânia Tumenas Mello.